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Tráfego no Estreito de Ormuz cai após ataques israelenses ao Líbano

O tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz caiu drasticamente após o aumento dos ataques de Israel ao Líbano, com apenas três embarcações atravessando a rota estratégica nas últimas 24 horas.
Foto: Estreito de Ormuz

Nas últimas 24 horas, o tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz sofreu uma queda acentuada, refletindo o aumento das tensões no Oriente Médio. Apenas três embarcações conseguiram atravessar a rota estratégica, conforme reportado pela mídia estatal iraniana.

No início do dia, dois petroleiros iranianos e um navio da frota chinesa conseguiram passar pelo estreito sem incidentes. Contudo, a expectativa de um fluxo contínuo foi frustrada pela intensificação dos ataques israelenses ao Líbano, que autoridades iranianas consideraram uma violação do cessar-fogo.

Os ataques, descritos como a maior onda de bombardeios desde o início do conflito, resultaram em mais de 200 mortes, com Beirute sendo a área mais afetada. Em decorrência da escalada, um navio que planejava atravessar o estreito ao meio-dia decidiu mudar de rota e retornar, devido ao aumento dos riscos.

A redução no tráfego é notável em comparação com a semana anterior, quando até 17 petroleiros haviam cruzado o estreito com autorização do Irã. Essa interrupção no transporte, que é responsável por cerca de 20% do petróleo mundial, impacta diretamente o mercado internacional.

Após os recentes episódios, os preços do petróleo apresentaram volatilidade, refletindo a incerteza sobre a segurança da navegação. Autoridades iranianas já ameaçaram bloquear novamente a via marítima se os ataques israelenses persistirem, e membros do governo pediram a suspensão imediata da circulação de navios no estreito como resposta.

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