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Tráfego de navios no Estreito de Ormuz diminui amid escalada de tensões

Nos últimos dias, o tráfego de navios no Estreito de Ormuz caiu, com 22 embarcações ligadas ao Japão deixando o Golfo. A situação é monitorada após ataques iranianos e retaliações dos EUA.
Foto: 1 de 1 Estreito de Ormuz — Foto: Reuters / Stringer

O tráfego de navios no Estreito de Ormuz apresentou uma queda significativa nos últimos dias, em meio ao aumento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã. Dados de rastreamento indicam que, apesar da passagem de navios-tanque de gás natural liquefeito, o número total de embarcações que cruzam a região diminuiu.

Desde terça-feira, 22 embarcações ligadas ao Japão deixaram o Golfo, enquanto pelo menos cinco navios-tanque de GNL sem carga entraram no estreito. Entre esses navios estão o GasLog Shanghai, da empresa grega GasLog, e quatro embarcações associadas à QatarEnergy: Al Samriya, Al Dafna, Al Gattara e Al Rayyan.

O GasLog Shanghai e o Al Rayyan foram avistados fora da via navegável em 9 de julho, enquanto os outros três navios da QatarEnergy não eram vistos na região desde junho. A QatarEnergy e a GasLog não comentaram sobre a situação.

Na quinta-feira, o superpetroleiro Nissos Kea entrou no estreito, enquanto o Lila Vadinar o deixou. Segundo Xavier Tang, analista sênior de mercado da Vortexa, a estratégia do Irã mudou, atacando navios que utilizam a rota de Omã, o que pode levar os armadores a optar por rotas alternativas ou a navegar de forma discreta.

Fontes do setor de navegação relataram que muitas embarcações estão desligando seus transponders públicos de rastreamento, dificultando o monitoramento do tráfego. Uma análise da Kpler revelou que o tráfego de navios-tanque de GNL e petróleo caiu para o nível diário mais baixo desde 28 de junho, com apenas 10 navios passando pelo estreito na quinta-feira.

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