O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) decidiu, nesta quarta-feira (3/6), negar o pedido de habeas corpus feito pela defesa de Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinhos de Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC).
O advogado Bruno Ferullo, que representa os réus, se manifestou nas redes sociais sobre a decisão, afirmando que
a decisão é de caráter estritamente preliminar e provisório, sem qualquer análise definitiva sobre a legalidade das prisões preventivas decretadas
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A defesa argumenta que Leonardo e Paloma não tinham conhecimento das ordens judiciais que resultaram em suas prisões, uma vez que os mandados foram expedidos sob sigilo no âmbito da Operação Vérnix.
A Operação Vérnix, deflagrada em 21 de maio pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil, investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro que beneficiaria membros do PCC. As investigações começaram em 2019, após a apreensão de bilhetes de detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau, que revelaram informações sobre a estrutura da facção e possíveis ameaças a agentes públicos.
As apurações levaram à identificação de uma transportadora de cargas em Presidente Venceslau, considerada um meio para ocultar e movimentar recursos da organização criminosa. A empresa já havia sido alvo da Operação Lado a Lado, que precedeu a Vérnix e detectou movimentações financeiras incompatíveis com sua atividade econômica.
Durante as investigações, mensagens de celulares apreendidos indicaram conexões financeiras entre os investigados e a influenciadora e advogada Deolane Bezerra, que também é alvo da operação. Além dela, familiares de Marcola e indivíduos ligados ao núcleo financeiro do PCC foram investigados.
Paloma Sanches Herbas Camacho é apontada como intermediária em negociações financeiras da família e, segundo a polícia, estaria na Espanha. Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho é suspeito de receber parte dos recursos investigados e estaria na Bolívia.
Fonte: Metropoles