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TJPB adia julgamento sobre afastamento de Edvaldo Neto

O Tribunal de Justiça da Paraíba adiou o julgamento sobre a competência da Justiça comum no caso de Edvaldo Neto, ex-prefeito de Cabedelo, após pedido de vista. O processo está ligado à Operação Cítrico, que investiga...
Foto: Polêmica Paraíba

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) enfrentou um novo desdobramento na situação judicial de Edvaldo Neto, ex-prefeito de Cabedelo, nesta quarta-feira. O julgamento sobre a competência da Justiça comum para analisar o caso foi interrompido devido a um pedido de vista.

Antes da interrupção, a maioria dos desembargadores presentes no Órgão Especial havia rejeitado a preliminar apresentada pela defesa de Edvaldo Neto. O caso está vinculado à Operação Cítrico, que investiga fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível envolvimento com organização criminosa, com contratos que podem totalizar R$ 270 milhões.

A defesa de Edvaldo Neto, juntamente com os empresários Aldecir Monteiro da Silva e Luciano Júnior da Silva, do grupo Lemon, questionou a competência da Justiça comum para julgar o caso. O relator, desembargador Ricardo Vital de Almeida, votou pela rejeição da preliminar, sendo acompanhado por outros cinco desembargadores. Após essa votação, o desembargador Aluízio Bezerra solicitou vista, suspendendo novamente o julgamento.

A discussão em pauta no TJPB se concentra na competência da Justiça comum para julgar o processo, sem abordar o mérito das acusações contra os investigados neste momento. A Operação Cítrico, conduzida pela Polícia Federal, investiga a possível participação de políticos, empresários e membros de uma organização criminosa em um esquema envolvendo contratos públicos em Cabedelo.

As investigações apontam que empresas fornecedoras de mão de obra podem ter sido utilizadas em contratações fraudulentas, com ligações suspeitas à facção Tropa do Amigão, associada ao Comando Vermelho. Além disso, as apurações buscam esclarecer a possível utilização da administração municipal em benefício de uma organização criminosa, com indícios de desvio de recursos e lavagem de dinheiro.

Com o pedido de vista, o julgamento permanece suspenso e será retomado posteriormente pelo Órgão Especial do TJPB. As investigações continuam, aguardando a conclusão do processo e uma decisão final da Justiça.

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