Neste domingo (7/6), um terremoto de magnitude 7,8 foi registrado na costa da ilha de Mindanao, no sul das Filipinas, levando as autoridades a emitirem um alerta de tsunami. O tremor ocorreu a uma profundidade de 10 quilômetros e, inicialmente, o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ) havia estimado a magnitude em 8,2.
Embora não haja relatos imediatos de mortes ou danos significativos, a agência filipina de monitoramento de terremotos, Phivolcs, advertiu sobre a possibilidade de ondas superiores a um metro, que podem persistir por várias horas. O Sistema de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos também emitiu recomendações para que os moradores de áreas costeiras busquem locais mais altos.
Na cidade de General Santos, moradores relataram à rádio DZBB a queda de móveis e danos em eletrodomésticos, além de pânico durante os tremores secundários, o que levou muitos a deixarem suas residências. Em Sarangani, autoridades locais informaram sobre interrupções no fornecimento de energia, falhas nas telecomunicações e a suspensão de aulas, enquanto equipes avaliavam os impactos.
Rene Punzalan, chefe de gestão de desastres da província, afirmou que não há registros de desabamentos de prédios, mas as vistorias continuam. Em Alabel, o chefe de polícia Benjie Ancheta relatou que um prédio público apresentou rachaduras durante uma cerimônia de hasteamento da bandeira, e algumas pessoas desmaiaram. Ele descreveu o tremor como o mais forte já sentido na região.
O presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., declarou que o governo está mobilizando equipes para coordenar a resposta de emergência.