A campanha de Deltan Dallagnol, candidato ao Senado pelo Paraná, foi suspensa pelo ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão liminar, tomada na noite de sábado, determina que todos os atos de campanha sejam interrompidos até que o tribunal tome uma decisão final.
Com a suspensão, Dallagnol não poderá realizar aparições no horário eleitoral gratuito, tanto no rádio quanto na TV, e também terá seu acesso ao fundo eleitoral bloqueado. A elegibilidade do ex-procurador é contestada por outros candidatos ao Senado.
Antes de sua candidatura, Deltan Dallagnol foi procurador da República e liderou a força-tarefa da Operação Lava Jato. Em 2023, ele teve seu mandato de deputado federal cassado pelo TSE, após solicitar exoneração do cargo para evitar a perda do mesmo e se enquadrar na Lei da Ficha Limpa.
A exoneração ocorreu em um contexto complicado, pois Deltan já havia sido condenado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e enfrentava 15 procedimentos disciplinares em andamento. A legislação estabelece que membros do Ministério Público que perdem o cargo por sentença ou pedem exoneração durante processos disciplinares são inelegíveis por um período de oito anos.
Na semana anterior, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná havia decidido, por 4 votos a 3, que Deltan era elegível e deferiu seu registro de candidatura. Contudo, parlamentares do PT estadual recorreram ao TSE para contestar essa decisão.
Em resposta à suspensão, Deltan Dallagnol manifestou, por meio de suas redes sociais, que pretende recorrer da decisão, alegando que a suspensão ocorreu em um 'processo sigiloso e sem direito à defesa'.
Fonte: Paraibaonline