O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer tratamentos à base de testosterona para homens e adolescentes do sexo masculino diagnosticados com hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico. A decisão foi oficializada em uma portaria publicada nesta terça-feira, 16 de junho.
A nova diretriz inclui a incorporação de três tipos de testosterona: undecilato de testosterona, cipionato de testosterona e uma combinação de quatro ésteres de testosterona — propionato, empropionato, isocaproato e decanoato. Para adolescentes, a combinação dos quatro ésteres será utilizada para induzir a puberdade em casos de hipogonadismo.
O hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico é uma condição em que o corpo não produz os hormônios necessários para a produção de testosterona. Nos homens, isso pode resultar em redução da libido, infertilidade, perda de massa muscular e diminuição da força física. Em adolescentes, a condição pode levar ao atraso ou à ausência das mudanças típicas da puberdade.
É importante ressaltar que o tratamento será destinado exclusivamente a pacientes com diagnóstico confirmado da condição. A portaria não abrange o uso de testosterona para fins estéticos, como ganho de massa muscular ou melhora do desempenho esportivo.
A testosterona é o principal hormônio sexual masculino, produzido principalmente nos testículos e, em menor quantidade, pelas glândulas suprarrenais. Este hormônio é responsável por diversas características masculinas, como o engrossamento da voz e o crescimento de pelos durante a puberdade, além de influenciar o desejo sexual e a saúde muscular e óssea.
Embora a portaria já tenha sido publicada, os medicamentos não estarão disponíveis imediatamente. O Ministério da Saúde terá um prazo de até 180 dias para organizar a oferta dos tratamentos na rede pública. A decisão de incorporar os medicamentos ao SUS foi baseada em uma avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).