A Organização Mundial da Saúde (OMS) está monitorando um surto de hantavírus a bordo de um navio de cruzeiro, onde a possibilidade de transmissão entre pessoas está sendo avaliada. Até agora, foram registrados sete casos, dos quais dois foram confirmados por exames laboratoriais e cinco são considerados suspeitos. Três pessoas faleceram em decorrência da infecção.
Os casos envolvem tanto passageiros quanto tripulantes de uma embarcação que partiu de Ushuaia, na Argentina, e navegou por diversas regiões do Atlântico Sul. Os primeiros sintomas começaram a aparecer durante a viagem, entre o início e o fim de abril. Alguns pacientes apresentaram evolução rápida do quadro clínico, com comprometimento respiratório severo.
A OMS indicou que, embora a infecção inicial seja a principal hipótese, existem indícios de que o vírus possa ter se disseminado entre pessoas que estavam em contato próximo no navio. A organização destacou que, embora a transmissão entre humanos seja rara, já foi registrada em surtos anteriores.
Entendendo o Hantavírus
O hantavírus é geralmente transmitido por roedores silvestres, através do contato com urina, fezes ou saliva contaminadas. A infecção, embora rara, pode ser grave, resultando em síndrome respiratória ou comprometimento renal. Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo e mal-estar, podendo evoluir para falta de ar ou problemas renais. Não existe um tratamento específico, mas o diagnóstico precoce e o atendimento médico são fundamentais para a recuperação.
Investigação em Andamento
Entre os casos registrados, alguns pacientes apresentaram febre, sintomas gastrointestinais e, posteriormente, dificuldade respiratória. Um dos casos confirmados envolveu um passageiro que necessitou de internação em unidade de terapia intensiva, enquanto outros três continuam com sintomas leves. Além disso, investigações estão em curso sobre uma passageira que deixou o navio e faleceu após ser levada a um hospital na África do Sul.
As autoridades de saúde iniciaram o rastreamento de contatos para identificar possíveis novas infecções e estão trabalhando para entender como ocorreu a exposição ao vírus. A OMS considera que, no momento, o risco global associado a esse surto é baixo, mas a situação continua a ser monitorada.