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Surto de hantavírus em cruzeiro envolve cepa andina

Um surto de hantavírus em um navio de cruzeiro foi confirmado como sendo da cepa andina, que pode ser transmitida entre humanos. O caso já resultou em mortes e hospitalizações.
Foto: Imagem colorida mostra navio de cruzeiro - Metrópoles

Um surto de hantavírus foi identificado em um navio de cruzeiro, envolvendo a cepa andina, a única variante conhecida por transmitir-se entre humanos, embora essa transmissão seja rara. O MV Hondius, que transporta 147 pessoas, incluindo passageiros e tripulantes de diversas nacionalidades, é o foco da investigação.

Até o momento, foram registrados casos de infecções confirmadas e suspeitas, com três mortes e outros pacientes hospitalizados. A cepa andina foi identificada por autoridades de saúde da África do Sul e confirmada por exames laboratoriais. Dois passageiros foram transferidos para Joanesburgo, onde um faleceu e o outro permanece internado. Além disso, um caso confirmado foi relatado na Suíça, com o paciente hospitalizado em Zurique.

A cepa andina do hantavírus circula principalmente na América do Sul e foi detectada pela primeira vez na década de 1990, na Argentina e no Chile. Embora tenha a capacidade de transmissão entre humanos, isso ocorre geralmente em situações de contato próximo e prolongado, o que exige um monitoramento rigoroso em ambientes fechados, como o navio.

Até agora, pelo menos um caso no cruzeiro foi associado à cepa andina, enquanto outros passageiros apresentam sintomas e estão sob investigação. A principal forma de transmissão do hantavírus continua sendo o contato com roedores infectados ou suas secreções, como urina, fezes ou saliva.

O hantavírus é transmitido principalmente por roedores silvestres e pode causar infecções graves, como síndrome respiratória ou problemas renais. Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo e mal-estar, podendo evoluir para falta de ar ou complicações renais. Embora não exista tratamento específico, o diagnóstico precoce e o atendimento médico são fundamentais para a recuperação.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está acompanhando o caso e colaborando na investigação, que inclui testes laboratoriais e análise da origem do vírus. As autoridades de saúde de vários países estão envolvidas na resposta ao surto, com esforços para rastrear contatos, avaliar o risco de transmissão e implementar medidas de contenção. Parte dos pacientes foi retirada do navio para tratamento, enquanto outros permanecem a bordo sob monitoramento.

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