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Suprema Corte dos EUA aprova novo mapa eleitoral no Alabama

A Suprema Corte dos EUA autorizou o Alabama a usar um mapa eleitoral que favorece o Partido Republicano, revertendo decisão anterior que considerava a discriminação racial. A mudança impacta a representação de eleitor...
Foto: Metropoles

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, nesta terça-feira (2), que o estado do Alabama pode utilizar um novo mapa eleitoral que favorece o Partido Republicano. Essa decisão reverte uma determinação anterior de um tribunal inferior que havia apontado que a redistribuição de distritos eleitorais discriminava intencionalmente eleitores negros.

Com uma maioria conservadora de seis entre nove juízes, a corte aceitou o recurso de emergência do Alabama para adotar um mapa eleitoral de 2023, que apresenta uma população de maioria negra em apenas um dos sete distritos eleitorais do estado. Essa alteração resulta na eliminação de um dos dois distritos onde os eleitores negros constituíam a maioria.

Os três juízes liberais da Suprema Corte expressaram sua discordância em relação à decisão, afirmando que ela

desconsidera tanto os valores democráticos quanto o Estado de Direito

. A liderança republicana do Alabama havia recorrido à Suprema Corte após um tribunal de instância inferior ter negado a permissão para o uso do novo mapa.

O tribunal inferior havia determinado que o Alabama deveria utilizar uma divisão de distritos que permitia a representação de dois democratas negros no Congresso, com os residentes negros formando a maioria em dois dos sete distritos. Historicamente, os eleitores negros tendem a apoiar candidatos do Partido Democrata.

Após a decisão da Suprema Corte, a governadora do Alabama, Kay Ivey, confirmou que o estado utilizará o novo mapa nas primárias especiais para o Congresso, agendadas para o dia 11 de agosto. Essas primárias foram adiadas na expectativa de uma decisão favorável da corte.

Essa decisão é parte de uma disputa mais ampla sobre a redistribuição de distritos eleitorais, iniciada pelos republicanos e relacionada aos esforços do ex-presidente Donald Trump para manter a maioria republicana na Câmara dos Representantes nas próximas eleições.

Deuel Ross, diretor do NAACP Legal Defense Fund, criticou a decisão, afirmando que ela permite ao Alabama e a outros estados discriminar abertamente eleitores negros sem consequências. Ele destacou que a decisão da corte desafia a aplicação consistente da lei.

Normalmente, os distritos eleitorais nos Estados Unidos são redesenhados a cada dez anos, após os censos populacionais. No entanto, o processo atual de redistribuição, que começou no Texas em junho de 2025 a pedido de Trump, é considerado incomum. Desde então, os republicanos têm estendido esse esforço a vários estados, enquanto os democratas têm respondido em locais onde possuem a maioria.

Recentemente, a Suprema Corte também anulou um distrito eleitoral de maioria negra na Louisiana, argumentando que o mapa eleitoral do estado se baseava excessivamente em critérios raciais. Essa decisão enfraqueceu a Lei dos Direitos de Voto de 1965, que visa prevenir a discriminação eleitoral.

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