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Suplentes que Assumiram o Senado na Paraíba: Uma Análise Histórica

A formação de uma chapa é algo que tem de ser feito de forma muito estratégica. Alianças políticas são estruturadas em torno de indicações, similaridades de ideias e acordos que muitas vezes duram por mais de uma gera.....
Foto: Polêmica Paraíba

A formação de uma chapa é algo que tem de ser feito de forma muito estratégica. Alianças políticas são estruturadas em torno de indicações, similaridades de ideias e acordos que muitas vezes duram por mais de uma geração.

No Senado, a chapa tem que ser ainda mais coesa, em decorrência dos dois suplentes que são colocados junto ao candidato e que podem assumir o cargo, após determinadas situações.

Ao longo da história política da Paraíba, alguns nomes que chegaram ao Senado Federal inicialmente como suplentes acabaram assumindo efetivamente a cadeira diante da saída dos titulares.

Em diferentes momentos, renúncias, falecimentos ou licenças abriram espaço para que esses parlamentares passassem a exercer o mandato e ganhassem protagonismo na política estadual.

Pensando em relembrar esses casos, o Polêmica Paraíba apresenta uma matéria especial com as ocasiões onde o suplente assumiu a cadeira do Senado de forma definitiva.

Ney Suassuna e Antônio Mariz

Após diversos mandatos como Deputado Federal, Antônio Mariz disputou o Governo em 1982, sendo derrotado por Wilson Braga.

Após um retorno à Câmara no pleito de 86, Mariz decidiu disputar o Senado em 1990, em um combate contra o Senador Marcondes Gadelha, que buscava à reeleição.

Mariz derrotou Gadelha de forma categórica sendo eleito ao atingir pouco mais de 54% dos votos, contra 33,16% de Gadelha.

O Senador tinha como suplentes o ex-Deputado Estadual, Péricles Vilhena e um até então desconhecido Ney Suassuna.

Amparado pelo seu carisma e força política, Mariz decidiu disputar o Governo mais uma vez em 1994. Em uma disputa acirrada contra Lúcia Braga, o Senador vence no segundo turno, o que abriu espaço para que Suassuna assumisse à cadeira no Senado pelos próximos três anos.

Ney decidiu disputar à reeleição em 1998, tendo como principal adversário, o ex-Governador Tarcísio Burity.

O Senador saiu vitorioso ao atingir 41,64% dos votos, contra 36,05% de Burity e 19,75% da petista Cozete Barbosa, a surpresa daquela disputa ao Senado.

Após os oito anos de mandato, Suassuna disputou uma nova reeleição em 2006, sendo derrotado por Cícero Lucena, naquela que foi sua última eleição como cabeça de chapa.

Wellington Roberto e Humberto Lucena

Por muito tempo, Humberto Lucena foi a cara da Paraíba no Senado. Eleito pela primeira vez em 1978, sendo reeleito em 86, junto à Raimundo Lira, em uma disputa que também englobava o ex-Governador Wilson Braga.

Foi nesse segundo mandato que Lucena teve seu maior momento de destaque, sendo Presidente do Senado entre março de 87 e março de 89, sendo o líder da casa durante a elaboração da Constituição de 88.

Lucena foi reeleito para um terceiro mandato em 1994, na dobradinha do MDB ao lado de Ronaldo Cunha Lima.

Como suplentes o Senador teve ao seu lado Renato Cunha Lima e um jovem empresário chamado Wellington Roberto, até então, um estreante na política.

Lucena se manteve no cargo até 13 de abril de 1998, falecendo aos 69 anos, em decorrência de problemas cardíacos, que o deixaram internado por quase dois meses.

O falecimento de Humberto, fez com que Wellington assumisse sua cadeira no Senado, até o fim do mandato em 2002, quando Roberto decidiu disputar uma vaga na Câmara Federal, vencendo o pleito com pouco mais de 76 mil votos, se reelegendo para outros cinco mandatos e buscando mais uma vez uma das 12 vagas do estado em Brasília, nas próximas eleições.

Roberto Cavalcanti e José Maranhão

Após concluir o mandato de Governador com uma alta aprovação, José Maranhão decidiu disputar o Senado em 2002, despontando como grande favorito.

Esse favoritismo se confirmou no momento da apuração, com Maranhão sendo o primeiro colocado ao atingir pouco mais de 830 mil votos, se elegendo ao lado de Efraim Morais, que teve 594.191 votos, mais de 230 mil votos de diferença.

Como suplentes, o ex-Governador teve como companheiros de chapa, Antônio Sobrinho e Roberto Cavalcanti.

Cavalcanti, proprietário do Sistema Correio, já havia sido eleito segundo suplente na chapa de Ronaldo Cunha Lima em 1994.

Após assumir rapidamente o mandato em 2006, em decorrência de uma licença de Maranhão, Cavalcanti ficou como titular, com a renúncia de Maranhão para assumir o Governo do Estado, após a cassação de Cássio Cunha Lima, em fevereiro de 2009.

Roberto ficou no cargo até 1 de janeiro de 2011, naquela que foi sua última disputa política.

Raimundo Lira e Vital do Rêgo Filho

Vital do Rêgo Filho, mais conhecido como Vitalzinho pelo povo paraibano, teve uma carreira ascendente na política.

Após dois mandatos de Vereador de Campina Grande, três de Deputado Estadual e um de Deputado Federal, sendo o mais votado da Paraíba em 2006, Vitalzinho decidiu sair candidato ao Senado em 2010.

Com duas vagas em disputa, Vital foi o segundo mais votado, ao atingir pouco mais de 869 mil votos, sendo eleito junto ao ex-Governador Cássio Cunha Lima.

Após ser o terceiro colocado na disputa ao Governo na eleição de 2014, ainda no mesmo ano, no mês de dezembro, com o apoio do MDB, foi indicado pelo Senado para ocupar a vaga do Ministro José Jorge no Tribunal de Contas da União.

Renuncia ao cargo de Senador, sendo substituído pelo 1º suplente, o ex-Senador Raimundo Lira, em 22 de dezembro de 2014.

Lira ficou até o final do mandato e não disputou à reeleição em 2018.

Nilda Gondim e José Maranhão

Após não conseguir se reeleger ao Governo no embate contra Ricardo Coutinho em 2010 e ser apenas o quarto colocado na disputa pela Prefeitura de João Pessoa em 2012, muitos acreditavam que os anos de vitória de José Maranhão, haviam passado.

Mas o ex-Governador não se fez de vencido e se candidatou à única vaga do Senado nas eleições de 2014.

Em uma disputa que contava com Lucélio Cartaxo e Wilson Santiago, como principais adversários, Maranhão foi eleito ao atingir 647.271 votos, o que correspondeu a 37,12%.

O Senador ainda foi candidato ao Governo em 2018, ficando na terceira colocação e se encaminhava para o final do mandato, quando foi acometido pela Covid-19, falecendo no dia 8 de fevereiro de 2021, aos 87 anos.

Quem assumiu o seu lugar foi à primeira suplente, Nilda Gondim. Filha do ex-Governador Pedro Gondim e mãe de Vitalzinho e Veneziano, Nilda disputou sua primeira eleição em 2010, quando se elegeu Deputada Federal.

Após a morte de Maranhão, Nilda ficou no cargo até 1 de fevereiro de 2023, não disputando à reeleição em 2022.

Fonte: Vitor Azevêdo

Créditos: Polêmica Paraíba

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