Duas cidades brasileiras receberão, nas próximas semanas, apresentações do balé Shen Yun, que se autodenomina uma celebração do rico patrimônio cultural da China. A companhia, no entanto, é alvo de acusações de atuar como uma seita e é abertamente anticomunista, criticando o governo chinês.
Fundada em 2006 por imigrantes chineses em Nova York, o Shen Yun está ligado ao Falun Gong, uma prática religiosa e de meditação considerada ultraconservadora pelo governo da China e proibida desde a década de 1990. O grupo afirma que o governo chinês tenta sabotar seu trabalho.
Durante suas apresentações, o Shen Yun critica o Partido Comunista da China (PCCh) e as perseguições do regime, além de fazer referências à China pré-comunista e defender visões conservadoras sobre sexualidade, alinhadas ao movimento de Hongzhi.
Além das críticas do PCCh, a companhia enfrenta investigações judiciais após denúncias de ex-integrantes sobre abuso emocional e psicológico por parte de instrutores, além de relatos de rotinas exaustivas e trabalho forçado mesmo em caso de lesões.