A disputa entre as plataformas de fast-fashion Shein e Temu ganhou novos contornos com a acusação da Shein de que a Temu violou direitos autorais em "escala industrial". O julgamento teve início no Tribunal Superior de Londres, onde a Temu se defende afirmando que a Shein utiliza processos judiciais para eliminar a concorrência.
A Shein alega que a Temu usou milhares de suas imagens para promover cópias de suas roupas, buscando uma vantagem desleal no mercado. O advogado da Shein, Benet Brandreth, argumentou que a Temu abandonou sua defesa em relação a quase 2.300 fotos, comparando a situação a um réu que espera a presença de testemunhas antes de se declarar culpado.
Em resposta, a Temu, que pertence à PDD Holdings, apresentou uma ação reconvencional, buscando compensação após ser forçada a remover anúncios de produtos devido a uma liminar obtida pela Shein. Além disso, a Temu acusa a Shein de violar leis de concorrência ao impor acordos de exclusividade a fornecedores de moda rápida, uma questão que será discutida em um julgamento futuro.
Os advogados da Temu sustentam que a ação da Shein não é uma verdadeira tentativa de proteger direitos autorais, mas sim uma estratégia para garantir uma posição competitiva no mercado. O julgamento, que se estenderá por duas semanas, é mais um capítulo na batalha judicial entre as duas empresas, que também se processam mutuamente nos Estados Unidos.
Ambas as empresas têm expandido rapidamente suas operações em mercados internacionais, oferecendo roupas, acessórios e gadgets a preços acessíveis. Contudo, a recente eliminação da isenção alfandegária nos EUA para pequenos pacotes de comércio eletrônico pode impactar o crescimento dessas plataformas.