Neste sábado, 6 de junho, a seleção do Irã partiu de Antalya, na Turquia, em direção ao México, onde se preparará para a Copa do Mundo de 2026. A viagem ocorre em meio à negativa dos Estados Unidos em conceder vistos a parte da delegação.
A equipe deve chegar a Tijuana, cidade mexicana próxima à fronteira com os EUA, na madrugada de domingo, 7 de junho. A mudança de planos se deu após a seleção desistir de estabelecer seu centro de treinamento em Tucson, no Arizona.
Apesar das dificuldades diplomáticas, a participação do Irã no Mundial está confirmada. A estreia da equipe no Grupo G está agendada para 15 de junho, contra a Nova Zelândia, em Los Angeles. Em seguida, o Irã enfrentará a Bélgica, também em Los Angeles, no dia 21, e encerrará a fase de grupos contra o Egito, em Seattle, no dia 27.
O governo iraniano criticou as restrições impostas pelos EUA, alegando que a negativa de vistos afetou diversos membros da comissão técnica e profissionais de apoio. Em uma nota da embaixada iraniana na Turquia, o episódio foi descrito como um tratamento discriminatório.
As autoridades iranianas questionaram a exclusão de integrantes considerados essenciais para o funcionamento da seleção durante o torneio. Essa manifestação ocorreu em resposta a declarações do embaixador dos EUA na Turquia, Tom Barrack, que afirmou que os atletas e a comissão técnica necessária para a disputa receberam autorização para viajar.
De acordo com a agência iraniana Fars, mais de dez integrantes das áreas médica e esportiva não conseguiram obter os vistos, incluindo o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj. Autoridades dos EUA indicaram que algumas restrições estão relacionadas a possíveis vínculos de certos membros com a Guarda Revolucionária Islâmica, que é alvo de sanções.
Mehdi Taj, que já foi parte da Guarda Revolucionária, também havia sido impedido de entrar nos EUA em dezembro do ano passado para o sorteio da Copa do Mundo. Apesar das divergências, a seleção iraniana continua sua preparação para o torneio.