O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, fez um apelo neste sábado (30) para que os aliados asiáticos aumentem seus gastos militares, a fim de conter o crescimento do poder da China e evitar sua dominância na região. A declaração foi feita durante o Diálogo de Shangri-La, em Singapura, um importante fórum de defesa e diplomacia.
Hegseth destacou a necessidade de uma rede de aliados mais forte e autossuficiente para dissuadir agressões e preservar o equilíbrio de poder.
Há um alarme legítimo em relação ao histórico aumento militar da China e à expansão de suas atividades militares na região e além dela — afirmou.
O secretário também enfatizou que um Pacífico dominado por uma única potência hegemônica comprometeria a segurança e a prosperidade dos Estados Unidos e de seus aliados. Ele pediu que os países da região elevem seus gastos com defesa para 3,5% do PIB, enquanto os EUA planejam investir US$ 1,5 trilhão em suas Forças Armadas.
Hegseth ressaltou que os aliados buscam estabilidade e não uma escalada de tensões, afirmando que os Estados Unidos oferecem
força disciplinada, determinação constante e liderança confiante
.
Em relação às relações entre os EUA e a China, Hegseth adotou um tom mais moderado, afirmando que os laços estão
melhores do que estiveram em muitos anos
e que os contatos militares têm ajudado a administrar tensões.
Zhou Bo, pesquisador da Universidade Tsinghua e coronel aposentado do Exército de Libertação Popular da China, descreveu a relação entre os dois países como "complicada", mas reconheceu que Hegseth adotou um "tom muito melhor" em comparação ao ano anterior.
Hegseth também reiterou a cobrança do presidente Donald Trump para que os aliados assumam mais responsabilidade pelos próprios custos de defesa, afirmando que
a era em que os Estados Unidos subsidiavam a defesa de nações ricas acabou
.
Sobre o Oriente Médio, Hegseth declarou que os Estados Unidos estão prontos para retomar ataques ao Irã caso a diplomacia falhe, enquanto negociadores tentam superar divergências. Ele também minimizou preocupações sobre vendas de armas a Taiwan, afirmando que a decisão cabe ao presidente Trump.