A secretária municipal de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, foi exonerada do cargo na quarta-feira, 17 de junho, após ser presa preventivamente no dia 10 do mesmo mês. A prisão ocorreu durante a segunda fase da Operação Falsa Emergência, que investiga supostas fraudes no processo de terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul da capital.
A exoneração de Dhieine foi oficializada por meio de publicação no Diário Oficial do Município e, segundo o documento, ocorreu a pedido da própria secretária. Além dela, também foram detidos o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, e a empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, apontada como lobista no contrato.
As investigações apuram indícios de direcionamento na contratação, falsidade ideológica, corrupção passiva e ativa em um acordo firmado sem licitação com a Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, em São Paulo. Entre as irregularidades identificadas estão a suposta produção de documentos com datas retroativas e a pressão sobre servidores para que assinassem pareceres técnicos favoráveis ao contrato, mesmo sem acesso ao plano de trabalho da entidade.
Apesar das prisões, o contrato com a Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Itatiba permanece vigente, prevendo um repasse de R$ 139,1 milhões para a gestão das UPAs Norte e Sul durante um período de 12 meses. A Operação Falsa Emergência foi deflagrada em 21 de maio com o objetivo de investigar a terceirização da gestão das UPAs.
A coluna procurou a Prefeitura Municipal e a Secretaria de Saúde de Palmas, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
Fonte: Metropoles