Com o término da temporada de convenções, é hora de refletir sobre os fundamentos que sustentam as candidaturas ao Governo da Paraíba. Os três principais candidatos, Efraim Filho, Cícero Lucena e Lucas Ribeiro, realizaram eventos significativos, mas a análise vai além do número de participantes.
Efraim Filho se apresenta na disputa com uma estrutura política limitada. Sem governar um município ou ter o apoio do Estado e do Governo Federal, sua força reside em sua trajetória, amigos e um grupo de prefeitos que apoiam a alternância de poder na Paraíba.
Em seus discursos, Efraim critica a influência das estruturas governamentais na política, referindo-se à 'República dos Contracheques'. Essa perspectiva evidencia que ele enfrenta desafios distintos em comparação aos seus concorrentes.
Cícero Lucena conta com a força da Prefeitura de João Pessoa e o apoio de prefeitos em todo o estado. Lucas Ribeiro, por sua vez, possui a maior estrutura institucional, com o respaldo do Governo do Estado e do Governo Federal, além de uma ampla base política.
A competição se desenha entre um candidato que aposta na mobilização popular e outros que têm acesso a estruturas administrativas mais robustas. No entanto, Efraim conseguiu realizar uma convenção que rivalizou em tamanho com as de seus adversários, o que demonstra sua capacidade de mobilização.
Um aspecto central na campanha de Efraim é sua fé, que ele considera sua maior força. Para ele, a confiança em Deus é fundamental, e essa crença pode ser vista como uma motivação que transcende as estruturas políticas tradicionais.
A política ensina que, embora a máquina ajude, quem realmente decide são os eleitores. Quando a vontade popular se manifesta, nenhuma estrutura pode impedir mudanças significativas.
Com o fim das convenções, a verdadeira eleição começa. O resultado dependerá da confiança que cada candidato conseguir inspirar nos eleitores paraibanos.
Fonte: Simoneduarte