O deputado estadual Sargento Neto, líder da oposição na Assembleia Legislativa da Paraíba, manifestou a necessidade de uma investigação minuciosa sobre as alegações de desvios no programa 'Tá na Mesa'. Suas declarações foram feitas à imprensa antes da sessão da ALPB, em meio ao avanço das investigações do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba.
Em entrevista ao Portal Fonte83, Sargento Neto expressou seu acompanhamento próximo do caso e exigiu esclarecimentos dos investigados, incluindo ex-secretários do governo estadual. Ele afirmou:
Apuração rigorosa. Eu tenho acompanhado de perto e tenho visto que o Ministério Público tem feito o seu trabalho. São dois ex-secretários que precisam também se pronunciar.
O deputado levantou questões sobre as inconsistências nas investigações, especialmente em relação ao número de refeições distribuídas pelo programa. Ele destacou:
Imagina só: você ter mais de quatro mil pratos oferecidos à população paraibana e chegar aí pouco mais de mil e quinhentos pratos nesse programa ‘Tá na Mesa’. E para onde foram os outros pratos? Quem comeu essa comida? A população paraibana é que não foi.
Sargento Neto enfatizou a importância de responsabilizar os envolvidos, caso as irregularidades sejam confirmadas.
Então, nós precisamos apurar rigorosamente essa denúncia. Uma denúncia gravíssima. E aí pode ter certeza que os culpados serão punidos e a gente vai estar cobrando aqui também na Assembleia — completou.
A nova denúncia do Ministério Público da Paraíba é parte das investigações da Operação Indignus, que examina desvios de recursos e irregularidades relacionadas ao Hospital Padre Zé e entidades associadas. A investigação atual foca em possíveis irregularidades na contratação de empresas para a distribuição de refeições em municípios paraibanos, através do programa 'Prato Cheio', gerido pela Secretaria de Desenvolvimento Humano do Estado.
O Gaeco identificou como alvos da denúncia dois ex-secretários estaduais, ex-diretores do Hospital Padre Zé, um servidor público e um empresário suspeitos de envolvimento no esquema.