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Rússia critica pressão dos EUA sobre Cuba e consequências do bloqueio

A Rússia condenou a pressão dos EUA sobre Cuba, destacando as consequências devastadoras do bloqueio econômico. O Kremlin criticou o endurecimento das medidas e o envio de forças militares para a região.
Foto: Metropoles

O Kremlin manifestou sua desaprovação em relação à pressão dos Estados Unidos sobre Cuba, ressaltando que o bloqueio econômico imposto à ilha tem gerado consequências devastadoras para a população cubana. As declarações foram feitas em meio ao aumento das tensões entre Washington e Havana, especialmente após a acusação criminal contra o ex-presidente cubano Raúl Castro.

Dmitry Peskov, porta-voz do governo russo, afirmou que o endurecimento das medidas norte-americanas e o envio de forças militares à região apenas agravam a crise humanitária em Cuba. Ele destacou que o bloqueio é sem precedentes e que as ações de força, como a presença da armada, só pioram a situação da população cubana.

A reação da Rússia se deu após o governo dos EUA, sob a presidência de Donald Trump, anunciar acusações contra Raúl Castro, incluindo conspiração para matar cidadãos norte-americanos e homicídio. As acusações estão relacionadas a um ataque de 1996 contra aeronaves civis ligadas a exilados cubano-americanos, resultando na morte de quatro pessoas, incluindo três norte-americanos.

Esse episódio elevou ainda mais a tensão diplomática entre os dois países, em um contexto de endurecimento da política externa dos EUA em relação a governos adversários na América Latina. O atual presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, classificou as acusações como uma manobra política sem fundamento jurídico.

Trump, por sua vez, negou que o envio do porta-aviões USS Nimitz ao Mar do Caribe tenha um caráter intimidatório. O governo russo reiterou sua condenação à postura dos EUA, afirmando que não aprova métodos agressivos de pressão política, e considerou a pressão sobre Cuba inaceitável.

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