O início da semana que antecede a retomada das negociações mediadas pelos Estados Unidos sobre a Guerra da Ucrânia foi marcado por violência.
A Rússia realizou um mega-ataque nesta terça-feira (3), deixando parte da Ucrânia sem energia, enquanto o número de mortos em um ataque isolado na véspera chegou a 31.
Uma refinaria na Rússia foi atingida, desafiando o pedido do presidente americano para o fim de tais ataques, que visam manter o fluxo de diesel comprado da Rússia.
O Kremlin confirmou que as conversas trilaterais, mediadas pelos EUA em Abu Dhabi, voltarão a ocorrer após nove meses de pausa devido à guerra no Irã.
O presidente ucraniano Volodimir Zelenski informou que o ataque a uma escola usada como centro de distribuição de ajuda humanitária em Zaporíjia resultou em 31 mortes, um dos maiores números do ano.
Bombas de gravidade foram utilizadas, permitindo que os caças-bombardeiros evitassem fogo antiaéreo. A primeira bomba caiu enquanto as filas se formavam, e outras foram lançadas durante o socorro às vítimas.
Moscou lançou 76 mísseis e 289 drones contra a infraestrutura energética em 10 das 24 regiões ucranianas, atingindo três usinas termoelétricas e deixando vastas áreas sem luz, incluindo Kiev.
Os blecautes ocorrem antes da chegada do inverno europeu, aumentando o temor entre os ucranianos de enfrentar uma estação rigorosa sem acesso regular à energia.
As batalhas na frente de Donetsk se intensificam, com Putin buscando uma vitória final sobre os 15% da região ainda sob domínio ucraniano, enquanto há relatos de contra-ataques bem-sucedidos.
As negociações serão lideradas por Vladimir Medinski, aliado de Putin, sugerindo a manutenção das demandas da Rússia, como a tomada territorial e a neutralidade ucraniana.
Nesta quarta-feira (4), haverá uma reunião preliminar entre americanos, ucranianos e representantes de países europeus, que têm sido espectadores do processo conduzido por Trump.
França e Reino Unido anunciaram um exercício com outros nove países europeus na Polônia para simular o envio de uma força de paz à Ucrânia, o que pode irritar o Kremlin.
O teste envolverá 2.800 militares, com 1.500 franceses e 300 britânicos, e será treinado o uso da força em caso de ataque russo.
O general britânico Tom Bateman afirmou que todos os equipamentos serão europeus, buscando substituir a cobertura de satélite do Starshield.
As tratativas continuam para que a reunião do clube de países da Ásia-Pacífico na China inclua um encontro trilateral entre Trump, Putin e Xi Jinping para discutir a guerra.
Fonte: Notícias ao Minuto Brasil