Em meio ao contexto de guerra contra os Estados Unidos e Israel, o Irã tem se preparado para a Copa do Mundo de Futebol, que ocorrerá em 2026. O entorno de um estádio em Teerã foi decorado com uma réplica gigante do troféu da competição, e referências ao evento esportivo podem ser vistas nas ruas e no comércio local.
A população iraniana tem demonstrado apoio à seleção nacional, especialmente após a classificação do time para o torneio em março de 2025. No dia 13 de maio, torcedores se reuniram em uma cerimônia em homenagem à seleção, evidenciando o clima de Copa que tomou conta do país.
Desde maio, o comércio local tem sido inundado com mercadorias relacionadas ao evento, incluindo camisas, emblemas e réplicas da taça. As ruas de Teerã estão repletas de produtos que celebram a competição, refletindo o entusiasmo da população, apesar das tensões geopolíticas.
Entretanto, a preparação da seleção iraniana para o torneio não tem sido isenta de desafios. O governo do Irã acusou os EUA de tratamento discriminatório em relação à delegação do país, com membros da equipe de apoio sendo impedidos de entrar nos Estados Unidos, mesmo após a concessão de vistos aos jogadores.
Os atletas e a comissão técnica realizarão sua preparação no México, enquanto todas as partidas da Copa ocorrerão em solo americano. A delegação iraniana terá que entrar e sair dos EUA no mesmo dia dos jogos, com um limite de permanência de 36 horas.
A situação se torna ainda mais complexa com as declarações do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que, em março, expressou que não considerava apropriada a presença da seleção iraniana no Mundial, citando preocupações com a segurança dos jogadores.
A guerra entre Irã e EUA teve início em fevereiro deste ano, após uma ofensiva que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Desde então, o Irã retaliou atacando interesses americanos e israelenses em diversos países do Oriente Médio, resultando em um alto número de vítimas civis.