Os pelos íntimos desempenham funções importantes, como proteção contra microrganismos. No entanto, muitos optam por raspar a região com lâminas, o que pode acarretar riscos à saúde. Especialistas alertam que essa prática, se não realizada com os devidos cuidados, pode facilitar a entrada de bactérias, fungos e vírus.
A dermatologista Paola Canabrava explica que a raspagem pode causar microtraumas na pele, aumentando o risco de infecções. O armazenamento inadequado das lâminas em ambientes úmidos, como banheiros, também contribui para a proliferação de bactérias.
O urologista Marcelo Schneider Goulart recomenda que, para quem se depila, é melhor não remover todos os pelos, pois isso pode aumentar o risco de lesões. Ele sugere que deixar uma parte dos pelos pode oferecer proteção adicional.
Alternativas mais seguras à lâmina incluem depilação a laser, aparadores elétricos e cera, embora esta última possa causar alergias em peles sensíveis. A ginecologista Helga Marquesini destaca que a escolha do método deve considerar a área e as necessidades individuais.
Pessoas com diabetes, obesidade ou imunossupressão devem ter cuidados redobrados ao se depilar, evitando lâminas e optando por métodos mais seguros. Qualquer alteração na pele que não melhore em 72 horas deve ser avaliada por um médico.
Para uma depilação mais segura, recomenda-se não armazenar lâminas em locais úmidos, trocar as lâminas frequentemente, usar água morna e produtos adequados para facilitar o deslizamento, além de aplicar creme hidratante após a depilação.
É fundamental estar atento a sinais de infecção, como vermelhidão intensa ou pus, e buscar ajuda médica se necessário.