Noventa e quatro dos aproximadamente 150 passageiros e tripulantes do cruzeiro Hondius, que enfrentou um surto de hantavírus, começaram seu retorno para casa neste domingo a partir da ilha espanhola de Tenerife. A repatriação, que se estende por dois dias, teve início com a saída dos espanhóis e está programada para terminar com os americanos.
A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, afirmou que a operação ocorreu com total normalidade e segurança. Um dos evacuados apresentou sintomas preocupantes, conforme relatou o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu.
Os repatriados foram transportados por voos a partir do aeroporto de Tenerife Sul, com partidas para diversos países, incluindo França, Países Baixos, Canadá, Irlanda, Turquia e Reino Unido. Os britânicos que retornaram devem cumprir quarentena por até 72 horas.
A operação de repatriação está programada para concluir na segunda-feira, com a saída de dois últimos voos, um para a Austrália e outro para os Países Baixos. O navio Hondius deve deixar o porto de Granadilla de Abona até as 19h de segunda-feira.
Durante o primeiro dia da operação, os passageiros desembarcaram em grupos e foram transportados em lanchas até o aeroporto. O argentino Carlo Ferello, um dos repatriados, minimizou a gravidade da situação a bordo, afirmando que o ambiente não era preocupante.
O diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, elogiou a cooperação internacional e ressaltou que o risco atual à saúde pública é considerado baixo. A OMS confirmou seis casos de hantavírus entre os passageiros, com três mortes registradas.
O cruzeiro Hondius, que partiu de Ushuaia, na Argentina, em abril, permanece ancorado sem atracar, devido a preocupações de segurança sanitária. O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, defendeu a operação de repatriação como exemplar.