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Reservatórios da Paraíba: 20 açudes sangrando após chuvas intensas

As recentes chuvas na Paraíba elevaram os níveis de vários reservatórios, com 20 açudes sangrando e 22 acima de 70% da capacidade. A Barragem da Farinha, em Patos, destaca-se ao voltar a sangrar após seis anos.
Foto: Barragem da Farinha, em Patos (Foto: Instagram / @seridodrones)

As intensas chuvas que atingiram a Paraíba nos últimos dias resultaram em um aumento considerável nos níveis dos reservatórios do estado. Segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba, 20 açudes estão transbordando, enquanto 22 já superaram 70% de sua capacidade.

Entre os reservatórios que atingiram o volume máximo, 11 estão localizados no Sertão paraibano. Um dos principais destaques é a Barragem da Farinha, em Patos, que voltou a sangrar após um longo período de seis anos sem atingir sua capacidade máxima.

Dados atualizados indicam que a Barragem da Farinha, com capacidade para 25.738.500 m³, já acumula 25.926.345 m³, correspondendo a 100,73% de seu volume total.

Além dos açudes que estão sangrando, a AESA informou que outros oito reservatórios estão acima de 50% da capacidade. Atualmente, 32 açudes estão em estado de observação (entre 20,1% e 50%), 14 em situação de atenção (entre 10,1% e 20%) e, apesar das chuvas expressivas, 31 açudes permanecem em situação crítica, com menos de 10% do volume.

Açudes que estão sangrando no Sertão

  • Bom Jesus (Carrapateira)
  • Cachoeira dos Alves (Itaporanga)
  • Cochos (Igaraci)
  • Farinha (Patos)
  • Frutuoso II (Aguiar)
  • Jenipapeiro (São José da Lagoa Tapada)
  • Lancha I (Aguiar)
  • Pedra Lisa (Imaculada)
  • Pilões (São João do Rio do Peixe)
  • Pimenta (São José de Caiana)
  • São José I (São José de Piranhas)

Demais regiões da Paraíba

  • Araçagi (Araçagi)
  • Brejinho (Juarez Távora)
  • Cacimba de Várzea (Cacimba de Dentro)
  • Camalaú (Camalaú)
  • Olho D’água (Mari)
  • Poções (Monteiro)
  • Riacho Fundo (Tenório)
  • São José II (Monteiro)
  • Suspiro (Serra da Raiz)

Esse cenário atual destaca a relevância das chuvas para a recuperação hídrica do estado, especialmente no Sertão, que historicamente enfrenta longos períodos de estiagem.

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