A operação de repatriação dos passageiros do cruzeiro MV Hondius teve início com a retirada de 94 pessoas, de um total de 150 a bordo. O navio enfrentou um surto de hantavírus que causou a morte de três indivíduos. A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, informou que a operação foi realizada com segurança e normalidade.
A repatriação será retomada nesta segunda-feira e deve ser concluída até as 19h do horário local. Após o segundo dia de operações, o navio seguirá para os Países Baixos com 30 passageiros. Dois voos de repatriação estão programados para hoje em Tenerife, um para a Austrália e outro para a Holanda.
Os primeiros desembarques ocorreram às 5h40 no horário de Brasília, com os passageiros sendo enviados para diversos países, incluindo França, Países Baixos, Canadá, Irlanda, Turquia e Reino Unido. Todos os repatriados passarão por quarentena e procedimentos de segurança ao chegarem em seus destinos.
A embarcação foi acompanhada pela Guarda Civil espanhola durante a atracação, e os passageiros e a tripulação realizaram exames médicos a bordo. A operação contou com a participação de mais de 360 agentes e especialistas, incluindo biólogos e químicos. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, esteve presente em Tenerife para supervisionar a operação.
Após uma controvérsia com o governo das Ilhas Canárias, que hesitou em receber o navio, a ancoragem foi considerada um sucesso pela ministra Mónica García, que destacou a superação das adversidades.