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Reino Unido aprova lei que proíbe venda de cigarros a nascidos após 2008

O Parlamento britânico aprovou uma lei que proíbe a venda de cigarros e vapes a quem nasceu a partir de 2009, visando uma geração livre do fumo. A medida é considerada um marco na saúde pública.
Foto: 1 de 1 Pessoa segurando cigarro — Foto: Reprodução / EPTV

O Parlamento do Reino Unido aprovou um projeto de lei que proíbe a venda de cigarros e vapes a pessoas nascidas a partir de 1º de janeiro de 2009. Essa medida visa garantir que menores de 17 anos não tenham acesso a esses produtos ao longo de suas vidas.

O ministro da Saúde, Wes Streeting, descreveu a aprovação como um "momento histórico para a saúde da nação

, destacando que a lei permitirá a criação da

primeira geração livre do fumo", oferecendo proteção vitalícia contra vícios e danos à saúde.

Após a sanção real, a nova legislação permitirá ao governo expandir a proibição de fumar em ambientes internos para áreas externas, incluindo parques infantis e locais próximos a escolas e hospitais. Além disso, as autoridades ganharão novos poderes para restringir sabores e embalagens de cigarros eletrônicos, bem como proibir seu uso em locais onde fumar já é proibido.

Essa iniciativa faz parte de um conjunto de ações para fortalecer as medidas de saúde preventiva e reduzir a pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde (NHS) do Reino Unido. Hazel Cheeseman, diretora da organização de saúde pública Action on Smoking and Health (ASH), afirmou que a aprovação da lei representa

um ponto de inflexão decisivo para a saúde pública

.

Em junho do ano passado, o governo do Partido Trabalhista já havia implementado uma proibição à venda de cigarros eletrônicos descartáveis, que se tornaram populares entre os jovens devido a seus preços baixos e embalagens atraentes.

A Nova Zelândia foi pioneira ao aprovar uma lei semelhante em 2022, mas a medida foi revogada em novembro de 2023 por um novo governo conservador. No Reino Unido, o tabagismo é responsável por cerca de 75 mil mortes anuais, representando aproximadamente um quarto de todas as mortes, conforme dados do NHS.

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