O rei Charles III discursou no Congresso norte-americano, destacando a relevância da aliança histórica entre o Reino Unido e os Estados Unidos. Em sua fala, o monarca enfatizou a cooperação em defesa e segurança, mencionando a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Charles III descreveu a história entre os dois países como uma trajetória de
reconciliação, renovação e uma parceria extraordinária
, ressaltando que, apesar das divisões do passado, foi construída uma amizade que se tornou uma das alianças mais significativas da história.
O discurso ocorre em um contexto de tensão nas relações entre os países. Recentemente, Donald Trump comentou que o vínculo com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, não é mais o mesmo, em meio a divergências sobre o apoio britânico a ações militares dos EUA e de Israel contra o Irã.
Além disso, a relação entre os EUA e a Otan enfrenta críticas, especialmente por parte de Trump. A diplomacia entre os dois países se complica ainda mais com o vazamento de um documento do Pentágono que sugere uma possível revisão do apoio dos EUA ao Reino Unido na disputa pelas Ilhas Malvinas, território sob controle britânico e reivindicado pela Argentina.
O governo britânico reafirmou sua soberania sobre as ilhas, enquanto a mudança no apoio dos EUA é vista como uma pressão para que aliados da Otan aumentem sua participação em conflitos internacionais. Essa situação é intensificada pelo alinhamento político entre Trump e o presidente argentino Javier Milei.
Na véspera do discurso, Charles III se encontrou com Trump na Casa Branca, onde ambos trocaram presentes em uma cerimônia formal. Trump, em seu discurso, procurou reforçar a ideia de que os Estados Unidos não têm amigos mais próximos que os britânicos, destacando a chamada "relação especial" entre os dois países.