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Israel ordena evacuação em 16 cidades do sul do Líbano

O Exército de Israel emitiu um alerta para que moradores de 16 cidades e vilarejos no sul do Líbano deixem suas casas. A medida ocorre em meio a tensões com o Hezbollah e ataques recentes.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O Exército de Israel anunciou um novo alerta de evacuação para 16 cidades e vilarejos no sul do Líbano, ordenando que os moradores deixem suas residências imediatamente e se dirijam à região de Sidon.

A justificativa para os ataques contra o Líbano é uma suposta violação do cessar-fogo pelo grupo Hezbollah, uma acusação que tem sido feita por ambos os lados durante o conflito. O Exército libanês também relatou que um ataque israelense durante uma operação de resgate em Majdal Zoun resultou em ferimentos em dois de seus soldados.

A ofensiva israelense segue declarações do ministro da Defesa de Israel, que advertiu que o Hezbollah está 'brincando com fogo' e que isso pode levar o Líbano a uma catástrofe. Ele afirmou que a proteção do governo libanês ao Hezbollah pode resultar em graves consequências para o país.

Apesar da trégua em vigor desde 17 de abril, Israel afirma que se reserva o direito de agir contra ataques planejados ou em andamento. O Exército israelense tem realizado ataques frequentes no Líbano, e moradores foram instruídos a não retornar a suas casas, enquanto tropas permanecem posicionadas ao longo da fronteira.

O ministro das Relações Exteriores de Israel declarou que o país não busca controle territorial no Líbano, afirmando que a presença militar tem como único objetivo proteger os cidadãos israelenses. Por outro lado, o Hezbollah, apoiado pelo Irã, defende seu direito de resistir à ocupação.

O Itamaraty confirmou a morte de dois brasileiros em ataques israelenses no Líbano, elevando o número total de mortos no país a 2.521, segundo o governo libanês. O presidente do Líbano defende negociações diretas com Israel para encerrar a ofensiva, enquanto o Hezbollah se opõe a essas conversas.

A invasão terrestre israelense tem impedido o retorno de moradores a cerca de 55 vilarejos, conforme relatado pela organização Médicos Sem Fronteiras, que criticou a destruição de cidades inteiras. O conflito no Líbano foi intensificado após ataques do Hezbollah a Israel em março, em apoio ao Irã, que também foi alvo de ataques de Washington e Tel Aviv.

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