O início da semana foi marcado por uma queda significativa nos preços do petróleo, que recuaram mais de 5% em meio a expectativas de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã. As negociações em andamento podem levar a uma trégua de 60 dias no conflito no Oriente Médio, além da reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o comércio global de petróleo.
O barril do tipo Brent, referência mundial, registrou uma queda de 5,2%, sendo negociado a US$ 98,12 no início da noite de domingo. Por sua vez, o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, ficou próximo de US$ 92, refletindo uma diminuição de 5% em relação ao fechamento do mercado na sexta-feira anterior. Ambos os contratos atingiram os menores níveis desde 7 de maio.
A expectativa de um possível fim do conflito entre os EUA e o Irã continua a ser um fator determinante nos mercados globais, influenciando diretamente a cotação do petróleo. O conflito, que teve início em 28 de fevereiro, mantém os agentes econômicos em constante estado de alerta.
Recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o bloqueio no Estreito de Ormuz permanecerá em vigor até que um acordo seja alcançado e assinado. Em uma publicação na Truth Social, Trump destacou a importância de que ambos os lados mantenham a calma e façam tudo corretamente, sem margem para erros. Ele também mencionou que as negociações estão progredindo de maneira 'ordenada e construtiva', sem pressa para finalizar um acordo sobre o programa nuclear iraniano.
Trump criticou o acordo nuclear estabelecido durante a administração de Barack Obama, afirmando que as negociações atuais estão seguindo uma direção oposta. Apesar do tom otimista da Casa Branca, autoridades dos EUA reiteram que qualquer entendimento deve garantir que o Irã não avance em seu programa nuclear. O presidente enfatizou que o Irã deve compreender que não pode desenvolver ou adquirir armas nucleares.