As prefeituras brasileiras estão enfrentando um cenário financeiro desafiador com a recente queda de 2% no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), referente à segunda parcela de abril. Essa diminuição, embora pareça pequena, pode impactar significativamente o fluxo de caixa das cidades que dependem fortemente desses recursos federais.
A Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup) emitiu um alerta, recomendando que os gestores municipais adotem uma postura de prudência em relação ao controle de despesas. A preocupação é que a instabilidade na arrecadação federal, que serve de base para o cálculo do FPM, possa gerar um efeito cascata, comprometendo pagamentos essenciais, como fornecedores e salários.
George Coelho, presidente da Famup, enfatizou a importância de uma gestão responsável e equilibrada. Ele afirmou:
Estamos vivenciando um momento que exige muita responsabilidade e atenção dos gestores. A queda no FPM demonstra que precisamos redobrar o cuidado com o planejamento e os gastos públicos.
Para enfrentar as oscilações na arrecadação, a Famup orienta os prefeitos a realizarem uma revisão rigorosa das despesas e priorizarem investimentos em serviços essenciais, como saúde e educação. Além disso, recomenda o monitoramento diário das transferências constitucionais e a garantia do pagamento da folha de pessoal.
Em um ano que promete ser economicamente desafiador, a prioridade nas prefeituras paraibanas é a sobrevivência fiscal.