O presidente da Rússia, Vladimir Putin, negou as acusações de que seu país teria lançado um drone que atingiu um prédio residencial em Galati, Romênia, na madrugada de sexta-feira (29), deixando duas pessoas feridas. Durante uma coletiva de imprensa, Putin afirmou não ter conhecimento do ocorrido e desafiou as autoridades romenas a apresentarem os destroços do drone como prova de sua origem.
O Ministério da Defesa da Romênia, ao relatar o ataque, afirmou que o drone era de origem russa. Em comunicado, o ministério explicou que o aparelho foi rastreado por radar até a parte sul de Galati, onde colidiu com o telhado de um edifício, provocando um incêndio.
Desde o início da ofensiva russa contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022, a Romênia tem detectado várias incursões de drones, mas este foi o primeiro caso em que um drone colidiu com uma estrutura residencial. Após a detecção do drone, dois caças F-16 foram acionados da base aérea de Fetesti para interceptar a aeronave.
A Romênia classificou o incidente como uma "grave violação do direito internacional" e pediu à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) que acelere a transferência de capacidades antidrone para o país. A OTAN, por sua vez, anunciou que reforçará suas defesas contra ameaças, incluindo drones, e está preparando um novo pacote de sanções contra a Rússia.
O presidente romeno, Nicusor Dan, e o ministro das Relações Exteriores da França convocaram o embaixador russo para discutir a situação, afirmando que a Romênia não aceitará que a guerra na Ucrânia se estenda ao seu território.
Em um incidente separado, na mesma madrugada, um drone russo causou um incêndio em um navio de carga turco, ferindo dois tripulantes, segundo informações da marinha ucraniana.