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Putin inicia visita de Estado à China após saída de Trump

O presidente russo Vladimir Putin chegou a Pequim para uma visita de Estado, marcada por discussões sobre relações bilaterais e cooperação estratégica, quatro dias após a partida de Donald Trump.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, desembarcou em Pequim na noite desta terça-feira, horário local, para uma visita de Estado. Este encontro ocorre apenas quatro dias após a saída do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, da China.

Analistas observam que a recepção simultânea dos líderes russo e americano em Pequim é um indicativo do papel da China como uma força diplomática neutra em um cenário global polarizado.

De acordo com a mídia estatal chinesa Global Times, a China está se firmando como um "ponto focal da diplomacia global".

A visita de Putin à capital chinesa foi realizada a convite do presidente Xi Jinping, em comemoração aos 25 anos do Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amistosa, além de marcar o trigésimo aniversário do início das relações estratégicas entre os dois países.

O presidente russo foi recebido no aeroporto por Wang Yi, chanceler chinês, e se reunirá com Xi na manhã de quarta-feira. O Kremlin informou que os líderes discutirão assuntos bilaterais, formas de fortalecer a parceria e questões internacionais relevantes.

Em declarações sobre a visita, Putin destacou que as relações entre Rússia e China alcançaram um "nível verdadeiramente sem precedentes" e elogiou Xi como um amigo de longa data, ressaltando a expansão dos contatos nas áreas política, econômica e de defesa.

Embora a guerra na Ucrânia seja um tema relevante, não há confirmação de que o conflito será o foco das discussões. No entanto, a situação na Ucrânia servirá como pano de fundo, dado que a China se tornou um aliado econômico crucial para a Rússia diante das sanções ocidentais.

Outro ponto importante a ser abordado é a cooperação energética, que se intensificou devido à guerra no Irã, que ameaça a matriz energética da China. A maior parte do petróleo que transita pelo estreito de Hormuz é destinado aos portos chineses.

Dados do Kremlin indicam que as exportações de petróleo russo para a China aumentaram mais de um terço no primeiro trimestre de 2026. Além disso, o gasoduto Poder da Sibéria 2, que deve transportar 50 bilhões de metros cúbicos de gás por ano para a China, será discutido em detalhes.

A construção deste gasoduto, com 2.600 km de extensão, é vista como uma alternativa segura para a China, especialmente em meio a instabilidades no Oriente Médio que podem afetar o fornecimento de gás natural liquefeito.

Embora a guerra no Irã tenha sido discutida na reunião entre Trump e Xi, não há indícios de que questões relacionadas à Rússia tenham sido abordadas em profundidade. O foco principal da conversa entre os líderes americanos e chineses foi sobre negócios, intercâmbio comercial e a questão de Taiwan.

A Rússia apoia a posição de que Taiwan é parte inalienável do território chinês, e esse tema deve surgir de forma tangencial nas conversas entre Putin e Xi.

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