Cidades francesas, incluindo Paris, vivenciaram um dia de caos e violência após uma grande mobilização contra o aumento do custo de vida e em apoio às reivindicações dos estudantes do ensino médio. O sábado foi marcado por protestos que reuniram centenas de milhares de pessoas, mas também por incidentes de vandalismo e saques.
Na manhã de domingo, áreas comerciais de Paris apresentavam vitrines quebradas e cacos de vidro nas ruas, com barricadas feitas de contêineres e mobiliário urbano ainda visíveis. De acordo com fontes policiais, 855 manifestantes foram detidos em Paris, enquanto o primeiro-ministro francês informou que mais de 1.200 detenções ocorreram em todo o país durante os episódios de violência.
O balanço de feridos é alarmante, com pelo menos cinco pessoas em estado crítico e 48 em situação de urgência relativa. Em outras cidades, como Lyon e Lille, também foram registrados feridos. Um manifestante em Saint-Étienne teve a mão amputada devido ao lançamento de uma granada pela polícia, e uma morte foi confirmada após um manifestante desmaiar no Boulevard Magenta.
Confrontos entre a polícia e manifestantes ocorreram em Paris, onde gás lacrimogêneo foi utilizado para dispersar grupos que atacavam as forças de segurança. O movimento dos 'coletes amarelos' foi reativado, com atos de violência registrados em várias cidades, incluindo Marselha e Toulouse. O presidente Emmanuel Macron reconheceu o direito de protestar, mas pediu respeito pelo patrimônio e pelas pessoas.
A polícia proibiu novas concentrações em Paris e fechou estações de metrô em áreas estratégicas. As manifestações recentes têm impactado a campanha para as eleições presidenciais e atraído a atenção internacional, com um cenário de crescente tensão social.
Fonte: Noticiasaominuto