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Protestos de professores no México criam tensão antes da Copa do Mundo

Professores do México realizam protestos por melhores salários e aposentadorias, ocupando áreas públicas e gerando instabilidade a uma semana da Copa do Mundo.
Foto: REUTERS / Paola Garcia

Professores da Coordenação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) do México realizaram protestos intensos na Cidade do México, exigindo melhores salários e aposentadorias. Com o lema "Se não houver solução, a bola não rola", os manifestantes escalaram cercas e tentaram invadir a Secretaria de Educação Pública (SEP) em um ato que ocorre a uma semana da Copa do Mundo da FIFA de 2026.

No dia 1º de junho, a CNTE convocou uma greve nacional por tempo indeterminado, reivindicando um aumento salarial de 100%. Milhares de pessoas participaram de uma passeata pelo centro histórico da capital, bloqueando ruas e gerando confrontos com as forças de segurança, que utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.

Os protestos também resultaram na ocupação da fan zone, área oficial destinada aos torcedores, no Zócalo, a praça central da Cidade do México. Os professores derrubaram estátuas de plástico de jogadores de futebol e queimaram camisas gigantes, deixando a mensagem de que a Copa do Mundo não deve ocorrer sem a resolução de suas demandas.

As reivindicações dos professores estão ligadas às políticas de educação e previdência do governo da presidente Claudia Sheinbaum. O aumento salarial de 10% prometido para setembro de 2026 foi considerado insuficiente pelo sindicato. Atualmente, professores efetivos podem ganhar até R$ 6 mil por mês, mas muitos recebem menos devido ao trabalho em tempo parcial.

Outro sindicato, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Educação (SNTE), pede um aumento salarial de 13% para 2026, em resposta à alta da inflação. A greve, que coincide com a proximidade da Copa do Mundo, é vista como uma estratégia para chamar a atenção internacional.

O governo rejeitou as principais reivindicações, considerando-as incompatíveis com o orçamento federal, mas negociações estão em andamento. Enquanto isso, o descontentamento público cresce, com empresários locais relatando perdas econômicas significativas devido aos protestos.

A presidente Sheinbaum afirmou que os distúrbios são provocados por grupos radicais e que seu governo não irá reprimir os protestos. A imprensa mexicana discute a legitimidade das manifestações, enquanto críticas surgem sobre a forma como os professores estão conduzindo suas reivindicações.

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