A terceira edição do protesto 'No Kings' atraiu uma grande multidão às ruas de Nova York, onde os participantes expressaram sua oposição ao governo de Donald Trump, considerado por muitos como um 'tirano' que tenta desestabilizar a democracia americana.
O ato teve início nas proximidades do Central Park e seguiu até a famosa Times Square, com milhares de pessoas clamando pela destituição do presidente. Ellen, uma moradora de 84 anos, compartilhou sua indignação: 'Este presidente está destruindo tudo aquilo que a América representa. Estamos perdendo o Estado de Direito.'
Ela estava acompanhada do marido, Mark, de 82 anos, que também expressou preocupação com a situação no Oriente Médio, sugerindo que Trump estaria sendo influenciado por líderes estrangeiros.
Em todo o país, mais de 3.000 manifestações estavam programadas, com o intuito de criticar diversas políticas do presidente e expressar descontentamento com seu estilo de governar, que muitos veem como uma tentativa de instaurar uma monarquia.
O movimento 'No Kings' declarou: 'Trump quer governar sobre nós como um tirano. Mas esta é a América, e o poder pertence ao povo — não a aspirantes a reis ou aos seus aliados bilionários.'
Cartazes com mensagens como 'Graças a este presidente, somos uma vergonha global' e 'Impeachment já!' foram vistos entre os manifestantes, que uniram suas vozes em uma ampla gama de críticas ao governo.
Tom, um participante de 56 anos, destacou a importância de defender a democracia e expressou sua frustração com a intimidação de eleitores. Ele também comentou sobre a necessidade de uma abordagem mais competente em relação à política externa.
A primeira edição do 'No Kings' ocorreu em junho, coincidentemente no dia em que Trump organizou um desfile militar. Desde então, o movimento cresceu, com organizadores relatando a participação de mais de sete milhões de pessoas em manifestações em todos os estados em outubro.
Para o protesto de hoje, os organizadores esperavam uma adesão ainda maior, prevendo que seria o 'maior dia de ação não violenta' da história dos Estados Unidos.
A porta-voz da Casa Branca, Abigail Jackson, comentou que 'as únicas pessoas que se importam' com esses protestos são os repórteres que os cobrem.