Autoridades de saúde internacional estão preocupadas com a síndrome respiratória que resultou em três mortes a bordo do cruzeiro Hondius, no Atlântico. A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou que médicos entrarão no navio para retirar dois tripulantes com sintomas respiratórios, um leve e outro grave, que necessitam de assistência médica urgente.
Inicialmente, a OMS havia afirmado que o risco de infecção global era mínimo, mas agora há indícios de que a infecção pode estar se espalhando entre os passageiros, especialmente entre aqueles que tiveram contato direto com os infectados.
O navio está em quarentena em Cabo Verde após a confirmação de um segundo caso de hantavírus e cinco casos suspeitos. Os casos confirmados incluem uma mulher que teve contato próximo com um passageiro que faleceu em abril e um passageiro britânico em estado grave.
Os cinco casos suspeitos incluem dois passageiros que faleceram em abril e maio, além de três pessoas a bordo com sintomas gastrointestinais e febre alta, dois dos quais são tripulantes.
O navio, que transporta 147 pessoas, pode estar a caminho das ilhas Canárias. A diretora de prevenção e preparação para epidemias da OMS, Maria Van Kerkhove, afirmou que a organização está colaborando com as autoridades espanholas para garantir uma investigação epidemiológica completa e a desinfecção do navio.
Apesar das informações, o Ministério da Saúde espanhol ainda não confirmou a situação do navio. A OMS continua a monitorar a situação e a trabalhar com as autoridades locais e a operadora de cruzeiros Oceanwide para realizar uma avaliação completa do risco à saúde pública.