A Marinha do Irã anunciou que bloqueou a entrada de navios de guerra dos Estados Unidos no estreito de Hormuz, emitindo um "aviso rápido e decisivo", conforme reportado pela TV estatal. Em resposta, o Comando Central dos EUA afirmou que não houve ataques a embarcações americanas.
A agência Fars, ligada ao governo iraniano, informou que dois mísseis teriam atingido um navio de guerra dos EUA próximo ao porto de Jask, mas Washington negou a ocorrência. Um oficial iraniano declarou à Reuters que um tiro de advertência foi disparado.
O Comando Central dos EUA relatou que escoltou dois destróieres armados com mísseis guiados pelo estreito, destacando que as forças americanas estão ajudando a restabelecer a passagem de navios comerciais. No entanto, Teerã contestou essa informação, afirmando que nenhum navio mercante havia atravessado.
Os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irã de atacar um petroleiro ligado à ADNOC com drones, embora a embarcação estivesse vazia e sem feridos. O governo dos Emirados pediu ao Irã que cesse os ataques e reabra o estreito de Hormuz.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, condenou os ataques iranianos, classificando-os como "inaceitáveis" e uma violação do direito internacional. Ela enfatizou a necessidade de uma resolução diplomática para a situação.
O Irã havia advertido os EUA para não entrarem na via marítima após declarações do presidente Donald Trump sobre guiar navios retidos. A Coreia do Sul também relatou um ataque a um de seus navios em Hormuz, sem vítimas.
Trump comentou que o navio sul-coreano não fazia parte da operação e sugeriu que se unisse aos esforços dos EUA. Ele afirmou que as forças americanas afundaram lanchas rápidas iranianas, embora os militares dos EUA tenham confirmado a destruição de seis embarcações.
O Comando Central dos EUA planeja apoiar a operação de resgate com 15 mil militares e mais de 100 aeronaves. O Irã, por sua vez, instruiu navios comerciais a coordenarem movimentos com suas forças militares.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que a crise no Hormuz não tem solução militar e que as negociações estão em andamento com a mediação do Paquistão.
Os disparos da marinha iraniana contra navios dos EUA foram classificados como de advertência, segundo comunicado militar veiculado pela televisão estatal.