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Promotores do Pará são afastados por suspeitas de crimes

Os promotores Luiz Márcio Teixeira Cypriano e Juliana Dias Ferreira de Pinho Nobre, além do procurador Isaías Medeiros de Oliveira, foram afastados por suspeitas de associação criminosa e outros delitos.
Foto: Quem são os promotores afastados por suspeita de associação criminosa

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) instaurou Processos Administrativos Disciplinares (PADs) contra três servidores, incluindo os promotores de Justiça Luiz Márcio Teixeira Cypriano e Juliana Dias Ferreira de Pinho Nobre, além do procurador Isaías Medeiros de Oliveira. A decisão foi tomada na última sexta-feira, 3 de julho, pela Corregedoria Nacional do Ministério Público.

Os promotores são investigados por possíveis infrações disciplinares relacionadas a associação criminosa, corrupção passiva, advocacia administrativa qualificada e lavagem de capitais. No caso do procurador, as suspeitas incluem advocacia administrativa e tráfico de influência, além de possíveis descumprimentos de deveres funcionais.

Para garantir a integridade da investigação, a Corregedoria determinou o afastamento cautelar dos envolvidos por um período de 120 dias. Essa medida visa preservar a instrução dos processos disciplinares e proteger a imagem institucional do MPPA.

A Corregedoria enfatizou que o afastamento não implica em antecipação de julgamento e assegura aos investigados o direito ao contraditório e à ampla defesa. Os PADs e os afastamentos ainda precisam ser referendados pelo Plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Se aprovados, os processos serão designados a um conselheiro relator, que conduzirá a instrução e apresentará um voto para o julgamento final.

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