Um novo projeto de lei apresentado pelo deputado estadual Wilson Filho busca autorizar o sepultamento de cães e gatos domésticos em jazigos de famílias nos cemitérios públicos e privados da Paraíba. A proposta ainda precisa passar pela tramitação na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB).
De acordo com o texto, para que o sepultamento ocorra, o proprietário do animal deve seguir algumas diretrizes, incluindo a apresentação de uma declaração de um veterinário que comprove que a morte do animal não foi causada por uma doença que represente risco à saúde pública. Além disso, o corpo do animal deve ser acondicionado de forma adequada, respeitando as normas ambientais e sanitárias.
Wilson Filho justifica a proposta afirmando que a relação entre humanos e seus animais de estimação evoluiu para um conceito de 'família multiespécie'. Ele destaca que, para muitos paraibanos, cães e gatos são considerados membros da família, e a morte desses animais gera um luto significativo, demandando um destino digno para seus restos mortais.
Em Cajazeiras, a população expressou opiniões diversas sobre a proposta durante entrevistas realizadas pelo repórter Ricardo Soares. A maioria dos entrevistados demonstrou apoio ao projeto e à justificativa apresentada pelo deputado.
Uma mulher compartilhou sua experiência ao relatar que sepultou um cachorro de estimação no jazigo de seu filho, embora o corpo do animal tenha sido posteriormente removido. Ela afirmou: 'Eu concordo porque ele é um ser da gente, é como se fosse um filho da gente, cria aquele afeto, aquele vínculo.'
Por outro lado, uma mulher expressou sua discordância com a proposta por motivos religiosos, mas apoiou a ideia de que existam cemitérios específicos para animais. 'Eu não sou a favor de colocar um cachorro lá. Se quer colocar um túmulo, um lugar só para eles, eu sou a favor', disse ela.
Outro cidadão também defendeu a criação de locais próprios para o sepultamento de animais, argumentando que é desumano tratar os animais como lixo. 'Tem que ter um canto especial para as famílias saberem onde aquele animalzinho está, que não seja jogado no lixo', afirmou.
Fonte: Diariodosertao