O ano de 2026 está a caminho de se tornar o segundo mais quente já registrado, com uma média de aquecimento superior a 1,5°C.
Há 20% de chance de que 2026 iguale ou supere 2024, que até agora é o ano mais quente da história.
As informações foram divulgadas pelo serviço Copernicus, da União Europeia, às vésperas da COP31, que ocorrerá em Antália, na Turquia.
Outubro de 2026 foi o mês mais quente já registrado, com temperatura média global 1,75°C acima dos níveis pré-industriais.
A temperatura média da superfície dos oceanos fora das regiões polares alcançou 20,95°C, superando o recorde anterior de 2023.
No Pacífico, onde o El Niño é monitorado, o aquecimento atingiu 3,21°C, superando marcas anteriores do fenômeno.
Samantha Burgess, do ECMWF, destacou que um El Niño excepcionalmente forte está contribuindo para o aquecimento já causado pela atividade humana.
A média de quatro anos também deve exceder 1,5°C, evidenciando a sustentabilidade desse período de aquecimento.
Estatisticamente, há 99% de chance de que a média de 2026 supere 1,5°C, com previsões variando entre 1,56°C e 1,61°C.
Meteorologistas projetam que 2027, impulsionado pelo El Niño, pode desbancar 2024 como o ano mais quente já registrado.
O aquecimento global é causado principalmente pelas emissões de gases de efeito estufa, resultantes da queima de combustíveis fósseis.
Em Antália, a Turquia lidera uma proposta para acelerar a eletrificação da matriz energética global até 2035, atualmente em torno de 20%.
Ambientalistas exigem que essa proposta esteja vinculada ao uso de fontes renováveis.
A ONU alerta que é necessário um corte de emissões de 6% ao ano até 2035 para evitar o 'overshoot' e retornar à marca de 1,5°C até 2100.
Se as emissões continuarem no ritmo atual, o planeta pode alcançar 2,8°C de aquecimento até 2100, resultando em consequências devastadoras.
Fonte: Notícias ao Minuto Brasil