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Primeiro caso de hantavírus no Canadá associado a cruzeiro

As autoridades de saúde da Colúmbia Britânica confirmaram o primeiro caso de hantavírus na América do Norte ligado ao cruzeiro MV Hondius. Um passageiro de 70 anos testou positivo e está em isolamento.
Foto: Metropoles

O Canadá registrou seu primeiro caso de hantavírus relacionado ao surto no cruzeiro MV Hondius, conforme anunciado pelas autoridades de saúde da Colúmbia Britânica. O paciente, um homem na faixa dos 70 anos, residente no Yukon, retornou ao país em 10 de maio e começou a apresentar sintomas leves, como febre e dor de cabeça, no dia 14.

Esse caso é parte de um grupo de quatro canadenses que estavam em isolamento após desembarcarem do navio. O homem testou positivo para a cepa Andes do hantavírus, que é raramente transmitida entre humanos. Com essa confirmação, o total de infecções ligadas ao cruzeiro sobe para 12 em todo o mundo, incluindo três mortes.

A Dra. Bonnie Henry, diretora provincial de saúde, informou que o teste inicial realizado na sexta-feira (15) foi positivo e o resultado foi confirmado pelo Laboratório Nacional de Microbiologia em Winnipeg. O paciente permanece internado em isolamento, recebendo os cuidados necessários.

A esposa do paciente também apresentou sintomas leves, mas testou negativo. Um terceiro passageiro, também na casa dos 70 anos, foi hospitalizado para avaliação, enquanto um quarto passageiro, na faixa dos 50 anos e residente no exterior, continua em isolamento domiciliar. Os pacientes hospitalizados estão em quartos de pressão negativa, e protocolos rigorosos de contenção foram implementados desde a chegada dos passageiros.

O surto de hantavírus teria se originado após um casal holandês contrair o vírus durante uma atividade de observação de aves na Argentina. A cepa andina é geralmente transmitida pelo contato com fezes de roedores, mas também já foi associada a casos de transmissão entre pessoas. O Instituto Pasteur, da França, afirmou que o vírus encontrado a bordo não apresenta mutações que aumentem sua transmissibilidade ou perigosidade.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos estão monitorando 41 pessoas em 16 estados por possível exposição ao vírus, enquanto o Canadá mantém vigilância sobre passageiros e contatos próximos por até 42 dias.

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