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Presidente da Bolívia demite ministros em resposta a protestos

Em meio a protestos massivos, o presidente da Bolívia, Luis Arce, demitiu dois ministros, incluindo o da Economia, na tentativa de conter a crise. Os manifestantes exigem medidas contra a crise econômica e a renúncia...
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O presidente da Bolívia, Luis Arce, anunciou a demissão de dois ministros em meio a protestos massivos que tomam conta do país. Entre os ministros dispensados está o titular da Economia, Marcelo Salinas, que será substituído por Ernesto Justiniano, ex-chefe do combate ao narcotráfico e que atuava em um órgão diretamente subordinado à Presidência. A pasta de Trabalho, anteriormente ocupada por García, ainda não tem um substituto definido.

Os protestos, que começaram a ganhar força nas últimas semanas, são liderados por movimentos de trabalhadores, camponeses, mineiros e professores, que bloqueiam estradas em sete dos nove estados da Bolívia. Os manifestantes exigem ações do governo para enfrentar a pior crise econômica em quatro décadas e rejeitam as tentativas de negociação do governo.

a pressão sobre o presidente Arce vem de líderes empresariais que pedem uma resposta mais firme contra os manifestantes. Na segunda-feira (1º), foram registrados mais de 90 pontos de bloqueio nas rodovias do país, um aumento significativo em relação à semana anterior. Essas ações resultaram em escassez de alimentos, medicamentos e combustíveis, especialmente em La Paz e El Alto, com os preços de itens básicos como carne e ovos dobrando nas últimas semanas.

A administração de Arce denunciou uma tentativa de "alterar a ordem democrática

e acusou o ex-presidente Evo Morales, que está ligado aos sindicatos, de incitar as manifestações. Em um ato público em Cochabamba, Arce afirmou:

Precisamos saber quem está reclamando de forma correta e quem está querendo prejudicar a democracia". O presidente expressou a intenção de buscar uma "reconciliação" para encerrar os protestos.

Evo Morales, que enfrenta um mandado de prisão por acusações de tráfico de uma menor, permanece na região do Chapare, cercado por apoiadores que o protegem de uma possível prisão.

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