O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra, comentou o protesto realizado por vendedores ambulantes na Avenida Epitácio Pessoa, que ocorreu na manhã de quarta-feira. A manifestação foi motivada por restrições impostas por um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que afetou a comercialização na área do calçadão e na orla, deixando muitos trabalhadores sem local definido para atuar.
Os ambulantes expressaram descontentamento com a alternativa sugerida pela gestão municipal, que os direcionou para uma via paralela, considerada inadequada para suas atividades. Além disso, relataram que muitos não foram contemplados no novo modelo de organização do comércio informal na região.
Em entrevista ao programa Correio Debate, da rádio Correio 98 FM, Bezerra afirmou que ficou surpreso com a manifestação, uma vez que havia se reunido com representantes da categoria há pouco tempo. Ele destacou a importância do diálogo e a necessidade de seguir os trâmites legais para qualquer alteração nas regras vigentes.
O prefeito explicou que as normas atuais são resultado de um acordo que envolve diversos órgãos e que qualquer modificação deve ser aprovada pelo Ministério Público.
Não fui eu que assinei sozinho, foram diversos órgãos — afirmou, enfatizando que está aberto a discussões para ajustes, desde que respeitados os parâmetros legais.
Apesar de sua disposição para negociar, Bezerra criticou a forma como o protesto foi conduzido, que incluiu bloqueios de vias. Ele afirmou que não aceitará esse tipo de ação e reiterou que as portas estão abertas para quem deseja dialogar de maneira construtiva.
O protesto se insere em um contexto de mobilizações frequentes dos ambulantes na capital. Recentemente, outro grupo havia interditado o Terminal de Integração da Lagoa em protesto contra apreensões de mercadorias. A gestão municipal, por sua vez, tem buscado organizar o comércio informal, como demonstrado pela entrega de crachás a comerciantes da orla em abril, parte do processo de regulamentação previsto no TAC.