O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estipulou um prazo que termina hoje para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, um ponto crucial para o comércio internacional. A exigência foi feita no último sábado, quando Trump deu um ultimato aos líderes iranianos, alertando sobre possíveis consequências caso a passagem de navios não seja liberada.
Embora inicialmente Trump tenha sugerido um período mais longo para negociações, ele endureceu seu discurso, reduzindo o prazo para 48 horas e enfatizando que o tempo estava se esgotando. Em declarações públicas, elevou o tom das ameaças, pressionando o governo iraniano com mensagens diretas e agressivas.
O Estreito de Ormuz é um dos principais corredores energéticos do mundo, responsável por cerca de 20% do petróleo global. O Irã fechou a via no início de março em resposta a ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel, o que gerou impactos significativos na economia mundial, incluindo a alta nos preços do petróleo e, consequentemente, nos combustíveis.
Com a escalada da tensão, Trump reiterou que medidas mais severas poderão ser adotadas caso o Irã não atenda à exigência dentro do prazo estabelecido. Em contrapartida, autoridades iranianas indicaram a possibilidade de impor tarifas para a navegação na região, restringindo a passagem apenas a embarcações autorizadas.
A crise também atraiu a atenção da comunidade internacional, com países do Conselho de Segurança da ONU se preparando para discutir uma proposta do Bahrein que visa garantir a segurança da navegação comercial na área e evitar novos impactos na economia global.
Trump promete 'inferno' se Irã não reabrir Estreito de Ormuz em até 48h.