A polícia está investigando um grupo que operava de forma estruturada, criando anúncios falsos em plataformas especializadas para atrair pessoas interessadas em serviços sexuais. Os crimes em questão incluem extorsão e ameaça, com as vítimas sendo coagidas após o primeiro contato e, em alguns casos, após o envio de valores iniciais.
As investigações revelaram que os criminosos enviavam mensagens intimidatórias, incluindo vídeos de armas de fogo e referências a organizações criminosas, para forçar novas transferências de dinheiro. Para aumentar o medo e a pressão psicológica, os suspeitos alegavam que a suposta garota de programa era menor de idade, intensificando a chantagem.
Os valores exigidos eram transferidos via Pix para contas bancárias de terceiros, conhecidas como 'contas de passagem', que eram alugadas por cerca de R$ 100. Essa prática dificultava o rastreamento dos recursos. Além disso, os suspeitos utilizavam dados falsos e múltiplos números de telefone para dificultar a identificação.
Operação Atração Perigosa
A 14ª Delegacia de Polícia deflagrou a Operação Atração Perigosa, focada no combate a esse esquema de extorsão virtual. A operação resultou no cumprimento de quatro mandados judiciais, sendo três de busca e apreensão e um de prisão, todos realizados em Montes Claros (MG) entre os dias 26 e 30 de março.
A Polícia Civil enfatizou o caráter educativo da operação, alertando a população sobre os riscos de ceder a chantagens e a importância de não emprestar ou vender contas bancárias a terceiros, o que pode configurar participação em crimes. As autoridades recomendam que, ao enfrentar tentativas de extorsão, as vítimas procurem a polícia imediatamente, evitem pagamentos e preservem provas, como mensagens e comprovantes de transferências.
Fonte: Metropoles