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Polícia Federal Retira Credenciais de Agente dos EUA com Base na Reciprocidade

O diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, anunciou a retirada das credenciais de um agente dos EUA, fundamentando-se no princípio da reciprocidade nas relações internacionais.
Foto: G1

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, confirmou a retirada das credenciais de trabalho de um servidor dos Estados Unidos, alegando o princípio da reciprocidade. Essa prática estabelece que um país deve tratar outro da mesma forma que é tratado em suas relações internacionais.

A decisão ocorreu após o delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho receber uma ordem para deixar os EUA, embora Rodrigues tenha negado que isso constitua uma expulsão. Durante uma entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, ele expressou seu pesar pela medida.

O princípio da reciprocidade, embora não seja uma lei formal, é uma prática comum que visa garantir que direitos concedidos por um país sejam acompanhados de obrigações equivalentes. Ana Carolina Marson, professora da FESPSP, explica que essa abordagem permite que um país responda a ações de outro, podendo incluir restrições como taxas ou limitações de entrada.

O Itamaraty também se manifestou, afirmando que o governo Trump não seguiu as boas práticas diplomáticas e que a embaixada dos EUA foi informada sobre a reciprocidade aplicada ao agente americano.

Esse não é o primeiro caso em que o Brasil recorre ao princípio da reciprocidade. Em março de 2026, o Ministério das Relações Exteriores revogou o visto de Darren Beattie, assessor do então presidente Donald Trump, devido a omissões sobre o propósito de sua visita ao Brasil.

Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que Beattie só poderia entrar no país quando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, tivesse permissão para entrar nos EUA, em resposta ao cancelamento de vistos de sua família.

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