Durante a Operação Sem Refino, a Polícia Federal (PF) apreendeu mais de R$ 500 mil em dinheiro na casa de um policial civil. A operação investiga um esquema de fraudes fiscais relacionado à Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro.
Entre os alvos da operação estão o desembargador Guaraci de Campos Vianna, membro da 6ª Câmara de Direito Privado do TJRJ, e o ex-governador Cláudio Castro, que teve sua residência na Barra da Tijuca alvo de busca.
O nome de Guaraci Vianna já havia sido mencionado em investigações anteriores. Em março, a Corregedoria Nacional de Justiça afastou o desembargador devido a suspeitas de que suas decisões favoreciam excessivamente o grupo Refit, que é liderado pelo empresário Ricardo Magro.
As decisões judiciais em questão beneficiavam a Refinaria de Manguinhos em disputas tributárias, em um contexto em que a Receita Federal aponta o grupo como um dos maiores devedores do país, com dívidas superiores a R$ 26 bilhões.
As ações foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e visam investigar o uso de estruturas empresariais para ocultação de patrimônio, lavagem de dinheiro e evasão de recursos ao exterior.
A operação inclui 17 mandados de busca e apreensão, além de sete medidas de afastamento de função pública em diversas localidades, como Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades das empresas investigadas.
Além disso, o nome de Ricardo Magro foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol, um mecanismo utilizado para localizar foragidos internacionalmente.
Fonte: Metropoles