Neste domingo (7), o Irã lançou uma série de mísseis em direção ao território israelense, em resposta aos recentes ataques aéreos de Israel na capital libanesa, Beirute. Os bombardeios israelenses, que atingiram prédios em um subúrbio de Beirute, foram justificados por Israel como uma ação contra terroristas do Hezbollah.
As Forças de Defesa de Israel confirmaram o lançamento dos mísseis e reiteraram a proibição de divulgar imagens ou localizações dos impactos. Até o momento, não há relatos de que os projéteis tenham atingido o solo israelense, mas imagens nas redes sociais mostram o sistema de defesa Domo de Ferro interceptando os mísseis.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que o país responderá à retaliação do Irã. Em meio a essa escalada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que entrará em contato com Netanyahu para aconselhá-lo a evitar novos ataques, ressaltando que um acordo de paz com o Irã está próximo e que não deseja que a situação atual prejudique as negociações.
Trump também mencionou que, se Israel retaliar, as hostilidades poderão se prolongar indefinidamente, lembrando que ninguém ficou ferido pelos mísseis iranianos lançados neste domingo.
O ataque israelense rompeu uma trégua no Líbano, e o Irã declarou que as 19 bases militares dos EUA na região se tornaram alvos legítimos. O governo iraquiano anunciou que fechará seu espaço aéreo e suspenderá os serviços de navegação aérea por 72 horas, em resposta às tensões.
Mohammad Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano, criticou a falta de compromisso dos EUA e de Israel com um cessar-fogo, afirmando que a linguagem do poder é a única que eles entendem.
A situação se complica ainda mais com a pressão de Trump sobre Netanyahu, que já havia sido chamado de "completamente louco" pelo presidente dos EUA devido aos ataques em curso no Líbano, que, segundo Trump, deveriam estar suspensos.