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Polícia Federal apreende bolsas de luxo em operação contra venda de sentenças

Além de pilhas de dinheiro, a Polícia Federal (PF) apreendeu, nesta quarta-feira (1º/4), durante a Operação Inauditus, diversos itens considerados de luxo. Entre os objetos apreendidos estão bolsas das marcas de grife.....
Foto: sentença

Além de pilhas de dinheiro, a Polícia Federal (PF) apreendeu, nesta quarta-feira (1º/4), durante a Operação Inauditus, diversos itens considerados de luxo. Entre os objetos apreendidos estão bolsas das marcas de grife Gucci, Prada e Louis Vuitton. A coluna apurou que os acessórios estão avaliados entre cerca de R$ 10 mil e R$ 32 mil, sendo a mais cara uma bolsa da marca italiana Gucci. Leia também Mirelle Pinheiro Venda de sentença: “assessor ostentação” comprou Porsche de R$ 500 mil Mirelle Pinheiro Pilhas de dinheiro: PF acha R$ 284 mil em operação que investiga venda de sentenças Mirelle Pinheiro Quem é o “assessor ostentação” líder do esquema de venda de sentenças Mirelle Pinheiro Saiba como funcionava esquema milionário de venda de sentenças A ação policial também culminou no sequestro de R$ 284,7 mil em espécie nos endereços onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão. A Operação Inauditus faz parte da investigação acerca de um esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). Dois desembargadores, identificados como Antônio Pacheco Guerreiro Junior e Luiz de França Belchior Junior, foram afastados. 9 imagensFechar modal.1 de 9Bolsas de grife foram apreendidas em um dos endereços2 de 9A ação policial faz parte da investigação acerca de um esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA)Divulgação/PF3 de 9As medidas atingem gabinetes, escritórios de advocacia e empresasDivulgação/PF4 de 9A PF apura os crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosaDivulgação/PF5 de 9As ações ocorrem em cidades do Maranhão, além de endereços no Ceará, em São Paulo e na ParaíbaDivulgação/PF6 de 9Além das buscas, a Justiça determinou prisão preventiva do principal operador do esquemaDivulgação/PF7 de 9Diversos objetos foram apreendidosDivulgação/PF8 de 9A apuração aponta a participação de magistrados, assessores e outros envolvidos, que teriam atuado em conjunto para favorecer partes em disputas milionáriasDivulgação/PF9 de 9A Polícia Federal também identificou movimentações financeiras com indícios de triangulação e ocultação de recursos Magistrados e assessores Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em diferentes estados. As ordens foram expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo a investigação, o grupo atuava para direcionar decisões judiciais em processos, com prioridade seletiva e distribuição estratégica. A apuração aponta a participação de magistrados, assessores e outros envolvidos, que teriam atuado em conjunto para favorecer partes em disputas milionárias, especialmente ligadas a conflitos agrários. A coluna apurou que os alvos da operação são: • Antônio Pacheco Guerreiro Júnior – desembargador (afastado) • Luiz de França Belchior Silva – desembargador (afastado) • Douglas Lima da Guia – juiz de direito • Tonny Carvalho Araújo Luz – juiz de direito • Lúcio Fernando Penha Ferreira – ex-assessor • Sumaya Heluy Sancho Rios – ex-assessora • Maria José Carvalho de Sousa Milhomem – assessora • Eduardo Moura Sekeff Budaruiche – assessor • Francisco Adalberto Moraes da Silva – ex-servidor do TJMA • Karine Pereira Mouchrek Castro – ex-assessora • Ulisses César Martins de Sousa – advogado • Eduardo Aires Castro – advogado • Antônio Edinaldo de Luz Lucena – empresário • Lucena Infraestrutura Ltda – empresa investigada • Manoel Nunes Ribeiro Filho – investigado • Aline Feitosa Teixeira – investigada • Jorge Ivan Falcão Costa – investigado A Polícia Federal também identificou movimentações financeiras com indícios de triangulação e ocultação de recursos. Prisão preventiva Além das buscas, a Justiça determinou prisão preventiva do principal operador do esquema, afastamento de cinco servidores, monitoramento eletrônico de seis investigados, proibição de acesso ao TJMA e bloqueio de bens de até R$ 50 milhões. As medidas atingem gabinetes, escritórios de advocacia e empresas. As ações ocorrem em cidades do Maranhão, além de endereços no Ceará, em São Paulo e na Paraíba. Segundo a PF, as penas somadas podem chegar a 42 anos de prisão. Já leu todas as notas e reportagens da coluna hoje? Acesse a coluna do Metrópoles.

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