A Polícia Civil de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira, a Operação Gerente Fantasma, após investigar um grupo criminoso estruturado com vínculos a uma facção. A operação resultou na apreensão de uma mala recheada de dinheiro.
O grupo, que atua na capital mato-grossense, é liderado por um homem que, mesmo preso, gerenciava as finanças da organização, coordenando a arrecadação e distribuição dos lucros entre os membros.
Equipes da Delegacia Especializada em Repressão a Narcóticos (Denarc) cumpriram 27 ordens judiciais em Cuiabá e Várzea Grande, incluindo nove mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão.
A investigação revelou que, apenas na primeira semana de novembro de 2023, o lucro obtido com golpes digitais alcançou R$ 105,9 mil. O grupo também estava envolvido no tráfico de drogas, incluindo cocaína e skunk.
Para ocultar a origem ilícita dos valores, o grupo utilizava técnicas de dissimulação, como fragmentação de transferências e uso de contas de terceiros. Em novembro, movimentaram mais de R$ 200 mil, valores incompatíveis com atividades econômicas lícitas.
Além disso, o grupo promovia a distribuição de cestas básicas e organizava eventos esportivos, extraindo lucros adicionais com a venda de bebidas, o que ajudava a construir influência local.
A Operação Gerente Fantasma faz parte da Operação Pharus, que integra o programa Tolerância Zero, voltado ao combate a facções criminosas em Mato Grosso.
Fonte: Metropoles